Política

Alice Mabota Fala De Podridão Do sistema


Alice Fala De Podridão Do sistema

Alice Mabota Fala De Podridão Do sistema

Ainda a exclusão da candidatura para a Presidência da República.

Hélder Mendonça, candidato do PODEMOS, diz que o CC limitou-se a acusar, mas não provou uma linha sequer das supostas irregularidades da candidatura.

Alice Mabota, candidata proposta pela Coligação Aliança Democrática (CAD) e Hélder Mendonça, proposto pelo partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), continuam com dificuldades profundas de digerir a exclusão das suas candidaturas ao cargo de Presidente da República. Nisto, consideram a exclusão imposta pelo Conselho Constitucional (CC) como “política” e motivada pelo “medo de candidaturas fortes”, tudo a benefício e maquinação do partido no poder, a Frelimo.

Alice Mabota, com histórico de ter nos últimos 20 anos se posicionado de frente na confrontação ao status quo político governativo, diz que a exclusão representa, de forma resumida, o que chama de “podridão do sistema” em que as instituições públicas garantem vassalagem quase absoluta a favor do partido/governo.

“É problema de medo. O nosso sistema de governação em Moçambique, porque está podre procura e tem de fazer os possíveis para continuar a proteger alguns” – avançou Mabota, acusando o CC de ter embarcado na “maquinação” encomendada pelo poder político vigente, que tudo faz para “eliminar liminarmente e ilegalmente os concorrentes”.

Alice Mabota, 70 anos de idade, caso tivesse passado no escrutínio do Conselho Constitucional teria ficado na história de ter sido a primeira mulher a concorrer para o cargo de Presidente da República de Moçambique. Hélder Mendonça, com apenas 40 anos de idade, teria, igualmente, ficado com o registo de mais jovem candidato a ambicionar formal e oficialmente o Palácio da Ponta Vermelha, a residência oficial do Presidente da República.

“É que nós não reprovamos. Nos fomos excluídos porque constituímos ameaça. Não é verdade que fomos excluídos porque não reunimos condições para que estejamos lá. Nós fomos excluídos porque eles têm medo” – repetiu Alice Mabota, jurista de profissão.

Sabido que as decisões do Conselho Constitucional são irrecorríveis, Alice Mabota, apesar de não conformada, diz que sabe que em relação ao objectivo de lutar pela Presidência da República pouco ou nada pode fazer, mas numa perspectiva futura, a exclusão política deverá ser transformada em força para novos desafios.

Sem ser objectiva na resposta, recorreu à lógica da perda de uma batalha e não de perda da guerra. À pergunta sobre as gerais de 2024, ela simplesmente respondeu: “por que não”.

Já Hélder Mendonça, que tinha sido apontado como aposta do PODEMOS, também navega no diapasão de uma “exclusão política” e sempre na lógica dos excessivos poderes de que parece estar dotado o partido governamental.

Mendonça classificou “estranho” que o CC tenha vindo a público com acusações sem provas das irregularidades que o seu grupo partidário terá cometido na organização do processo que deveria dar suporte legal à candidatura.

“Dizem que há números de cartões repetidos. Não foi provado. Dizem que há cartões de eleitores inválidos. Não foi provado. Dizem que há cartões de eleitores inválidos. Não foi provado. Dizem que há eleitores já inscritos no sistema. Não foi provado” – enumerou, concluindo que não se pode admitir que um órgão como o CC cometa estas ilegalidades de acusar sem apresentar qualquer tipo de provas documentais.

No total, o Conselho Constitucional rejeitou três candidaturas. De Alice Mabota, de Eugénio Estêvão e de Hélder de Mendonça.

No sentido contrário, foram admitidas as candidaturas de Filipe Nyusi, que quer renovar o mandato suportado pela Frelimo, de Ossufo Momade, da Renamo, de Daviz Simango, do Movimento Democrático de Moçambique e, por fim, de Mário Albino, do partido Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI).

Savana

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